Caros leitores, vocês se lembram desse artigo? Segue o mesmo, na íntegra…

Carnaval 2020, a colheita da ganância (março/2020)

O Brasil e uma boa parte dos brasileiros, “e bota boa parte nisso”, não quiseram abrir mão das receitas do Carnaval, assim como da farra e da folia, tão importante quanto. Tudo bem que o Brasil é o país do Carnaval, etc e tal, assim como já foi um dia do futebol. Mas daí pensar só no hoje, no agora, no imediatismo, no “como assim, sem Carnaval?”… aí passaram da conta e dos limites!!!
Até duas semanas atrás, governos federal, estaduais, municipais e até subprefeituras, batiam no peito e se gabavam dos recordes nos números de foliões, assim como a receita gerada pelos mesmos. Aeroportos e rodoviárias lotados; as estradas congestionadas, bares e restaurantes “bombando”; hotéis já imaginando para 2021 transformar suas camas em beliches, dobrando assim suas capacidades, diante de tamanha procura; nossas fronteiras, pra variar, tapetes verme- lhos estendidos; e lá fora, o COVID-19 rolando frouxo! Mas só lá fora viu, aqui não, afinal de contas Deus é brasileiro! Quem nunca ouviu isso né?!
Agora, passado a luxúria e a euforia financeira do maior evento brasileiro, como em todos os anos, entramos na quaresma… desta vez acompanhados de uma tal quarentena, ou será novena, ou sabe-se lá quanto tempo ficaremos nesta situação.
O fato é que, o(s) governante(s) e o(s) brasileiro(s), em nome da ganância arrecadatória do Carnaval, da prioridade da folia, e da falta de um mínimo de bom senso, não tiveram a coragem de cancelar esse evento. Pior que isso, subestimaram!
Vale aqui deixar bem claro que, ninguém é contra o Carnaval e toda sua complexidade, mas o momento não era para ter deixado acontecer toda essa aglomeração, esta é a verdade!
Se formos citar paixões e arrecadações, tantos outros eventos mundo à fora foram cancelados.
Sabíamos sim dos riscos e ônus pós Carnaval, mas faltou sim, coragem e bom senso!
Tudo o que se arrecadou na semana do Carnaval, não será o suficiente pra bancar o que está por vir. Ou seja, a grande receita divulgada, se transformou numa enorme despesa sem preceden- tes. O balanço será amplo e implacavelmente desfavorável… e a colheita desta ganância serão muitos e muitos frutos podres!
Detalhe importante: nossos tomadores de decisões, sejam eles do executivo ou do legislativo e seus incontáveis funcionários, “os imortais”, na hipótese do Brasil ficar parado de quarentena, novena ou um semestre… no final do mês, seus robustos salários estarão lá depositados religiosa- mente em dia… mas o que dizer do resto do país? Os mortais? Os demais empresários, pequenos e médios, e seus funcionários? E os que vivem na informalidade então? Os que dependem das ven- das ou comissões? Com estabelecimentos fechados, como fica para o locador e locatário? Como irão “sobre”viver a este período?
Enquanto esses “imortais”, sempre acima da lei e de todos nós, não sentirem na própria carne, nunca nada irá mudar! Mas que tal se, os salários deles também sofressem uma quaresma ou uma novena, heim? Ahhh, daí eu tenho certeza que algo extraordinário aconteceria… anotem aí, só um dos inimagináveis exemplos: uma vacina conta o Coronavírus sairia em dez dias ou menos. Pois mexer no bolso deles, ahhh isso não, nunca, jamais!!! Ou eu não assinaria este artigo, certo!? Por: P.G.V.
Pois bem, na época que escrevi e assinei este artigo acima, em março de 2020, recebi 99% votos a favor ou parabéns e 1% contra ou crítica pelo mesmo… Agora, quase 2 anos depois, fiz questão de repetí-lo, mas desta vez, mesmo vendo o cenário se repetindo lá fora, com novas ondas, novos casos, novas ações contra a pandemia, etc e tal, continuo torcendo pelo nosso melhor, inclusive que o placar dessa votação seja 100% contra o que estou alertando, mas… vejam bem, em tratando-se de Brasil, tudo é possível! Mesmo repetir o erro do Carnaval de 2020 e suas drásticas consequências à saúde e à economia, tudo em nome da Ganância 2022. Repito, torço para estar errado e no ano que vem desejar um excelente Carnaval a todos, sobretudo com saúde, economia aquecida e menos politização com relação às eleições de 2022.

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