Ex-aluna da ETEC de Pirituba vai fazer faculdade nos Estados Unidos

etecEstudar em uma universidade no Exterior sempre foi um sonho para Stephane Santos, 18 anos. E ele está prestes a se tornar uma realidade. Em abril, ela desembarca na Universidade de Minerva, na Califórnia, para matrícula. Passará por um período de adaptação até setembro, quando inicia o bacharelado em Administração e licenciatura em Ciências Naturais, simultaneamente.

O que chama atenção é que, diferentemente da maior parte dos estudantes que estabelecem essa trajetória, Stephane não é oriunda de escola particular. Fez a maior parte do ensino fundamental em escola pública e se formou, em 2017, no curso técnico de Eventos integrado ao Ensino Médio da ETEC Profª Drª Doroti Quiomi Kanashiro Toyohara, localizada no bairro de Pirituba.

Nada, entretanto, que lhe tirasse a vontade de seguir adiante. Ciente de que o sonho por si só não se mantém, ela adotou um plano de ações para alcançar o seu objetivo. Aos 12 anos, ingressou em uma escola de inglês. “Foram dois anos, então tive que sair e passei a estudar por conta própria”, diz ela, que fala fluentemente a língua.

 

Conhecimento

Aliás, a busca incessante por conhecimento foi fundamental para que ela estivesse entre 60 estudantes do mundo todo, selecionados para estudar na Califórnia. Aí entra a importância de ter sido apoiada pelos pais e o estímulo recebido dos professores da ETEC Pirituba. A participação em feiras e competições internacionais, como o Festival de Ciências Quanta, na Índia, em 2015, por exemplo, contribuiu para que a estudante fosse convidada pela direção da instituição, localizada na cidade de São Francisco, a participar do processo seletivo para bolsas de estudo.

Outra iniciativa importante de Stephane foi ter desenvolvido, com quatro colegas, o aplicativo We-Sci, uma espécie de rede social científica, para conectar conhecimentos de estudantes de diferentes nacionalidades, premiado em competições nacionais, na Colômbia e na Inglaterra.

De acordo com Stephane, mais do que a nota, a universidade norte-americana valoriza ações que contribuam para um mundo melhor. Citou, neste sentido, sua participação em uma coleta de lixo eletrônico para auxiliar no descarte correto de aparelhos de TV, por causa do desligamento do sinal analógico, além de lecionar estudos bíblicos para crianças de 4 a 8 anos de idade, em uma igreja localizada na Cidade de Suzano.

A ansiedade de Stephane é grande. Neste momento, além de se preparar para uma vida nova, longe dos pais e de dois irmãos, ela covive com a expectativa de ter aprovado um pedido de bolsas de estudo, que pode variar entre 75% e 100%. “Lá, vou morar em quartos dentro da própria universidade. Acho que vai ser uma experiência legal, conhecendo pessoas de diversos perfis e culturas”, finaliza, mesmo admitindo que a situação causa um friozinho na barriga.

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