Negócio sustentável

 

tecido2Há negócios que são criados visando somente o lucro. Há outros em que ele é importante sim, mas para dar subsistência a propósitos ainda maiores. Este é o caso do Banco de Tecido que, desde o início de abril, está em nova sede, na Vila Hamburguesa.

O Banco de Tecido começou a ser desenhado no ano de 2014, quando a cenógrafa e figurinista Luciana Bueno, depois de 20 anos de trabalho, se viu diante de mais de 500 quilos de tecidos de cores, padrões e tamanhos variados e uma pergunta: como evitar desperdício, dar um melhor destino aos produtos e contribuir para um mundo mais sustentável?

Diante desta inconformidade, ela buscou cursos de capacitação e mentoria no Sebrae e, em 2015, o que era apenas uma ideia virou um negócio do setor conhecido como 2.5, que visa lucro, mas traz como um de seus pilares oferecer transformação social, a partir da solução de um determinado problema.

Com o passar do tempo, o que inicialmente fora observado como um problema da área artística se mostrou uma equação a ser resolvida em todo o setor de moda: de que forma estender o ciclo de vida desses materiais?

Então, o Banco de Tecido começou a fazer isso na prática, transformando-se em um lugar onde todas as pessoas podem depositar seus tecidos. Pesados e avaliados, parte deles (70%) gera créditos para o depositante sacar outros tecidos em troca.

Há também a possibilidade de comprar os tecidos a um preço mais acessível. Outra vantagem é a possibilidade de adquirir tecidos exclusivos e antigos, não encontrados no comércio tradicional. Ao dar vida nova aos tecidos que estavam sem uso nas prateleiras ou esquecidos no fundo das gavetas, o Banco de Tecido aumenta sua vida útil e diminui o consumo dos recursos naturais do planeta. “Cumprir o papel importante de dar novo destino à geração deste resíduo sólido tem sido muito gratificante”, diz Luciana.

 

Expansão

Para atender novas demandas e a necessidade de expandir o negócio e ampliar parcerias, o Banco de Tecido ocupa novo espaço, na Vila Hamburguesa, desde o dia 2 de abril. “Nascemos no bairro e queríamos expandir, mas sem deixar a região que nos acolheu desde o primeiro momento”, diz Luciana.

Nesses três anos, já entraram em circulação mais de 9 toneladas de tecidos. E realmente nada é desperdiçado. “Mesmo os tecidos que não têm condições de entrar em circulação são moídos e transformados em mantas termoacústicas e outros são direcionados para uma ONG que capacita costureiras”, explica a idealizadora do negócio.

 

Banco de Tecido – Rua Aliança Liberal, 1.012, Bela Aliança.

Telefone 4371-3283 e site www.bancodetecido.com.br

 

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