O ministro astronauta

Marcos Pontes, cuja fundação tem sede na região do Butantã, será o futuro ministro da Ciência e Tecnologia
Quando o presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou, no dia 31 de outubro, que o astronauta Marcos Pontes seria o futuro ministro da Ciência e Tecnologia, ele contribuiu para enriquecer a trajetória de um dos brasileiros mais renomados no Exterior.
O título de ministro vem se somar a outros de Pontes, que é muito mais que o primeiro astronauta brasileiro a participar de um programa espacial da NASA, a agência aeroespacial norte-americana. Ele também é palestrante motivacional, coach de desenvolvimento pessoal e profissional, embaixador da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento industrial, escritor, professor, pesquisador e, ufa, empresário.

Alto voo
Agora, Pontes alça mais um alto voo e trabalha duro na transição para deixar uma marca de excelência em tudo o que faz. No Ministério da Ciência e Tecnologia, especula-se que algumas atribuições vinculadas ao ensino superior podem ficar sob a responsabilidade da pasta. Pontes quer buscar recursos privados para trazer mais investimentos e melhor estrutura para as universidades.
Ele também já confirmou que tem dialogado com representantes da Indústria e do setor de Tecnologia, visando trazer mais estímulos à área e, em entrevista coletiva, indicou três prioridades para o Ministério: melhorar a inserção de ciência e tecnologia na educação básica, prestigiar a carreira de pesquisador e aumentar a participação do setor privado nessa área.

Um sonhador
Talvez assumir o ministério não fizesse parte dos sonhos nem dos planos de Pontes. Mas não há dúvida que ele é um grande sonhador. Ainda criança, quando viveu na Cidade de Bauru, já tinha um forte desejo de ser piloto e ganhar o espaço, mesmo diante da descrença de muitas pessoas próximas, que diziam para ele que não chegaria a lugar nenhum, pois aquilo era para famílias ricas.
Isto, no entanto, não desanimou o filho de “seu Virgílio”, servente do Instituto Brasileiro de Café e “dona Zuleika”, escriturária da Rede Ferroviária Federal. E muito por causa das palavras da mãe, que lhe disse carinhosamente que “não existem coisas impossíveis”.
Era o estímulo que Pontes precisava para dar continuidade ao sonho de ser astronauta. Então, semanalmente ia ao Aeroclube da cidade para sentir a esfera da aviação, fez cursos de Elétrica no Senai e de Eletrônica no Liceu. Como aprendiz de eletricista na Rede Ferroviária Federal, conseguia dinheiro para ajudar no orçamento de casa e, nas horas vagas, estudava para o concurso da Academia da Força Aérea (AFA), no qual passou em segundo lugar em todo o Brasil.
Fez quatro anos de curso como cadete aviador, tornou-se depois um aviador de caça, se formou como engenheiro aeronáutico no ITA e foi galgando posições de destaque no setor até que, em 1998, foi o brasileiro selecionado para o programa especial da NASA. Foi ao espaço em 2006 e, até hoje, é funcionário da agência norte-americana, trabalhando na integração de sistemas e interface humana. “Estou sempre buscando novos desafios e querendo aprender”, disse ele, em entrevista ao Nosso  Bairro, o que certamente explica ter aceitado o convite para assumir o ministério.

Projetos sociais
O currículo exemplar ganha ainda mais peso com os trabalhos sociais desenvolvidos pelo astronauta, como o Coral Astropontes, uma iniciativa gratuita da Fundação Astronauta Marcos Pontes, localizada no Bairro da Vila Sônia, região do Butantã.
Outra ação é o “Inspirando Gerações”, que leva atividades de ciência e tecnologia para diversas instituições. Já “Gestão para a Educação” busca melhorar a educação básica e profissionalizante e, por fim, “Pesquisa e Desenvolvimento Sustentável” tem como proposta estimular a inovação e contribuir para um futuro melhor à humanidade.

Fundação Astronauta Marcos Pontes – site www.astropontes.org.br ou telefone (11) 3739-0129.

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