Outono pede cuidados com as doenças respiratórias

Considerada uma das estações mais agradáveis do ano pelos brasileiros por mesclar dias ensolarados e vento fresco, o outono começa definitivamente após as águas de março fecharem o verão e o tempo seco é inimigo das vias respiratórias.
A oscilação do calor com as temperaturas mais amenas, especialmente à noite, e a queda da umidade relativa do ar, características da estação – que no calendário vai de 20 de março a 21 de junho – propiciam ou provocam o agravamento de doenças respiratórias e alergias.
Além dos fatores climáticos, o aumento da poluição pela baixa umidade do ar e a permanência em lugares fechados com pó e poeira, mofo e substâncias químicas também colaboram para o quadro inflamatório das vias aéreas.
Bronquite, rinite e sinusite são a trinca de “ites” (inflamações) mais comuns e que muitas vezes são confundidas entre si ou mesmo com um outro quadro como resfriado e asma. E agora também temos a Covid-19, que pode ser potencializada com os quadros respiratórios frágeis e a imunidade baixa.
Em geral, os sintomas dos problemas respiratórios são semelhantes: tosse, coriza, febre, falta de ar. Mas eles podem ser provocados por vírus ou bactérias, ter uma duração curta ou uma evolução rápida para um problema mais sério.
Portanto, aos primeiros sintomas destas doenças, o melhor é procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para investigar a situação e iniciar um tratamento. Somente um profissional de saúde pode indicar a melhor medicação e a dose adequada tanto para doenças respiratórias quanto para alergias e viroses. Como a transmissão dos vírus é feita através de gotículas da saliva ou de secreção respiratória, cuidados básicos de higiene devem ser redobrados.
– Cubra a boca e o nariz com papel ou o braço ao tossir ou espirrar.
– Reforce o uso de máscara, mantenha a higiene das mãos, lavando-as com água e sabão ou fazendo uso de álcool em gel.
– Saia de casa apenas se necessário e evite locais aglomerados ou fechados.
Hidrate-se – Mas uma recomendação é universal para a nossa saúde no outono: reforçar a hidratação. Beber água é fundamental e quando a temperatura diminui, existe uma tendência natural a deixar o copo d’água de lado.
Confira os problemas respiratórios mais comuns e os seus sintomas:
Asma – Inflamação e obstrução das vias aéreas. Seus sintomas são tosse, falta de ar, chiado, dor ou aperto no peito.
Bronquite – Inflamação dos brônquios. Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição.
Bronquiolite – Inflamação dos bronquíolos. Trata-se de uma infecção viral, que acomete a parte mais delicada do pulmão dos bebês (os bronquíolos). Essas estruturas do organismo são a continuidade dos brônquios, que distribuem o ar para dentro dos pulmões. O quadro se inicia como um resfriado, com obstrução nasal, coriza clara, tosse, febre, recusa das mamadas e irritabilidade de intensidade variável. Em um ou dois dias, o quadro evolui para tosse mais intensa, dificuldade para respirar, respiração rápida e sibilância (chiado ou chio de peito). Em alguns casos, o paciente pode apresentar sinais e sintomas mais graves, como sonolência, gemência, cianose (arroxeamento dos lábios e extremidades) e pausas respiratórias.
Covid-19 – Infecção viral causada pelo vírus SARS-CoV-2 (altamente transmissível). Os sintomas da Covid-19 podem variar de um resfriado a uma Síndrome Gripal (presença de um quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sintomas: sensação febril ou febre associada a dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza) ou até uma pneumonia severa. Seus sintomas mais comuns são tosse, febre, coriza, dor de garganta, dificuldade para respirar, perda de olfato (anosmia), alteração do paladar (ageusia), distúrbios gastrointestinais (náuseas, vômitos e/ou diarreia), cansaço (astenia), diminuição do apetite (hiporexia) e dispnéia (falta de ar).
Gripe – Infecção viral aguda causada pelo vírus Influenza que acomete, especialmente, o sistema respiratório. A febre (temperatura acima de 37,8°C) é o sinal mais proeminente em crianças com gripe; caracteriza-se, geralmente, por início súbito, com declínio por volta do terceiro dia e normalização em até seis dias. Nas crianças, especialmente nas menores de três anos, a febre pode apresentar-se mais alta e prolongada. Os sintomas respiratórios mais comuns são coriza (rinorreia), tosse não produtiva, disfonia (rouquidão) e dor de garganta (odinofagia). Além da febre, os demais sintomas sistêmicos frequentes são mialgia, calafrios, mal-estar geral, apatia, fadiga e cefaleia (dor de cabeça). Na criança, diferente do adulto, a rouquidão e a linfonodomegalia cervical (aumento dos gânglios do pescoço) são achados comuns. Os sintomas gastrointestinais associados à gripe são menos comuns, mas ocorrem em torno de 10% a 30% das crianças.
Resfriado – Infecção viral que afeta o sistema respiratório. Os sintomas do resfriado são mais leves e duram menos tempo que a gripe, em média, quatro dias. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo, febre baixa e dor de garganta leve.
Rinossinusite aguda – Inflamação das cavidades nasais e dos seios da face que pode ter origem viral ou bacteriana. Dor de cabeça, dor local, congestão nasal, coriza, tosse e, eventualmente, febre e indisposição formam seu quadro sintomático.
Sinusite crônica – É a evolução ou complicação da rinossinusite aguda por seu prolongamento, as secreções se tornam espessas e purulenta, obstruindo a drenagem dos seios da face, provocando dores no rosto, muita tosse e dores de cabeça.
Fonte: capital.sp.gov.br

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