Método do maestro João Carlos Martins para ensinar música a alunos da rede municipal

A Prefeitura de São Paulo lançou no dia 15 de maio, um projeto de musicalização infantil desenvolvido pelo maestro João Carlos Martins que utiliza brincadeiras, jogos musicais, voz, palmas, movimentos corporais e objetos do cotidiano para ensinar os fundamentos da música sem a necessidade de instrumentos musicais tradicionais. A metodologia trabalha ritmo, coordenação motora, percepção sonora, memória, criatividade e socialização dentro da rotina escolar.
O prefeito Ricardo Nunes destacou a importância do projeto de musicalização infantil como ferramenta de transformação social e de ampliação de oportunidades para as crianças da rede municipal. “Hoje, nós estamos melhorando a qualidade de vida das pessoas, dando oportunidade para as nossas crianças participarem desse projeto de musicalização infantil. Quando conseguimos fazer com que as pessoas despertem para aquilo que querem ser, seja mecânico, pianista, cantor ou maestro, é isso que faz a diferença. A criança pode descobrir do que gosta e, se quiser seguir esse caminho, terá a oportunidade de se desenvolver e despertar esse talento”, disse.
O projeto será iniciado em 27 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs), sendo 25 delas localizadas em Centros Educacionais Unificados (CEUs). A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Somos Educação, atenderá mais de 2,5 mil estudantes distribuídos em 86 turmas do 1º ano do Ensino Fundamental.
A proposta: segundo o maestro João Carlos Martins, o projeto foi concebido para tornar o aprendizado musical acessível às crianças desde os primeiros anos da vida escolar. “Hoje considero um dia histórico, porque em cinco anos nós teremos mini-professores de dez anos de idade ensinando crianças de cinco anos. Isso porque nós ensinamos, por meio de brincadeiras, todos os fundamentos da música sem nenhum instrumento, só usando os pés, as mãos e a voz. Os pés pelo ritmo e a voz para a melodia. E através de brincadeiras nós estamos combatendo depressão e ansiedade”, afirmou.
O maestro também explicou que a metodologia foi estruturada em etapas progressivas de aprendizagem musical. “Estamos iniciando de tal forma que no segundo ano elas já aprendem os fundamentos da música e no terceiro ano começam a ler partituras”, disse. “Quando a criança aprende a pauta musical, não é na lousa, é no chão, e essa criança vai acabar construindo uma melodia. Em outras palavras, é uma metodologia revolucionária, que usa a tradição e a inovação”, completou.
A gestão municipal investiu R$ 503,5 mil na formação de professores e na aquisição de materiais didáticos. Além das atividades com os estudantes, os educadores participantes receberão formação específica para aplicação da metodologia em sala de aula.
O projeto também prevê o uso de livro didático de musicalização infantil e o suporte da plataforma digital Plurall, com vídeos e conteúdos complementares para apoio pedagógico contínuo aos professores.
O secretário municipal da Educação, Fernando Padula, ressaltou a integração da musicalização à rotina pedagógica das escolas. “É um projeto simples e barato, que consegue fazer parte do dia a dia da escola. É uma honra para nós poder receber e aplicar este projeto em todas as nossas unidades, começando por essas 27. Não tenho dúvida de que, muito em breve, teremos estudantes querendo ter mais aulas de música e se tornando futuros maestros da nossa cidade”, declarou.
A metodologia contribui para o desenvolvimento de competências previstas no Currículo da Cidade e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente na área de Arte e nas práticas de linguagem. Entre os objetivos estão o estímulo à concentração, à criatividade, à expressão artística e ao desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social das crianças.
A diretora da Saber Educação, Flavia Bravin, destacou os impactos da música no aprendizado e na formação dos estudantes. “A música não ajuda só pelo poder da música, da concentração, da criatividade e da disciplina, ela ajuda na autoestima das nossas crianças e, principalmente, quando a gente estuda música, ela contribui para todas as outras disciplinas”, afirmou.

Fonte: capital.sp.gov.br

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