A Prefeitura de São Paulo publicou no dia 9 de setembro, a 3ª edição do Plano Diretor de Drenagem (PDD), principal instrumento de planejamento da cidade para prevenção e redução dos impactos das chuvas. Elaborado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), em parceria com a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH) da Universidade de São Paulo (USP), o novo plano amplia e atualiza o conjunto de intervenções que visam aumentar a capacidade do sistema de drenagem da capital. Prazo para execução das obras se estende até 2049.
A nova edição prevê 201 intervenções, sendo 173 obras prioritárias definidas pelo Plano de Ações e outras 28 integrantes do Programa de Obras da SIURB. As ações prioritárias representam um investimento estimado de R$ 16,51 bilhões, com execução planejada ao longo de seis quadriênios (2025-2049). A versão anterior do plano previa um total de 125 obras.
A 3ª Edição do PDD amplia as soluções para o enfrentamento das enchentes e incorpora diferentes soluções de engenharia e urbanismo. Entre elas estão parques lineares, praças de infiltração e retenção, pôlderes, revitalização de córregos e outras soluções de infraestrutura verde, que aumentam a resiliência da cidade e contribuem para manutenção das áreas verdes municipais.
Evolução do PDD: a hierarquização das obras previstas respeita a metodologia que também foi desenvolvida pela SIURB e pela USP, baseada em critérios objetivos e nos aspectos técnicos de cada intervenção. Na terceira edição, esse sistema de priorização foi aprimorado. Entre as novidades estão dois indicadores que ajudam a medir, com maior precisão, os impactos das inundações: a altura da água na área inundada, que permite avaliar a gravidade de uma ocorrência, e o número de viagens afetadas, que demonstra os efeitos dos alagamentos sobre a mobilidade urbana.
Também foram incorporadas ao plano obras identificadas como prioritárias nos Cadernos de Drenagem publicados entre 2024 e 2026, além da recuperação de projetos considerados importantes nos cadernos elaborados até 2016.
Benefícios: a execução das obras prioritárias do Plano de Ações deverá reduzir em 13,373 km² a área sujeita a inundações na cidade. A medida beneficia diretamente cerca de 155 mil moradores que vivem nas áreas que terão redução da mancha de inundação. Os impactos positivos também alcançam a mobilidade. O conjunto de intervenções beneficia cerca de 25,8 milhões de viagens nas áreas impactadas pelas inundações, reduzindo os efeitos dos alagamentos sobre deslocamentos de pessoas e veículos.
Soluções Baseadas na Natureza: o Plano Diretor de Drenagem reforça uso das chamadas Soluções Baseadas na Natureza. Praças de infiltração e retenção, parques lineares e a revitalização de córregos são exemplos de intervenções propostas e que contribuem simultaneamente para a drenagem urbana, a recuperação ambiental e a requalificação dos espaços públicos. Este tipo de abordagem se mostra necessário diante dos efeitos das mudanças climáticas, que aumentam a ocorrência de eventos de chuva intensa.
Transparência e participação popular: a nova edição do PDD contou com participação da sociedade. Entre 21 de julho e 21 de agosto de 2025, a Prefeitura disponibilizou a Consulta Pública sobre o plano na plataforma Participe+, permitindo que a população avaliasse os critérios utilizados para definir a prioridade das intervenções e apresentasse contribuições.
A participação social foi um importante complemento o trabalho técnico desenvolvido pela SIURB e pela USP, incorporando ao planejamento a experiência de quem convive diariamente com as questões da drenagem urbana.
Execução de obras: o andamento das 201 intervenções é acompanhado individualmente e classificado em quatro etapas: planejamento, projetos, obras e obras concluídas. Atualmente, 11 intervenções já foram entregues, 27 estão em execução e 35 encontram-se em fase de projetos.
Entre as obras em execução estão os reservatórios Mooca 2, Paraguai-Éguas, Morro do S, Lapenna e Antonico 1 e 2 (em parceria com o Governo do Estado), além do galeria-reservatório Ibijaú Gaivota. No grupo de intervenções previstas pelo Plano de Ações, destacam-se o Reservatório Torresmo e as galerias de reforço e túneis de desvio do Córrego Piraporinha. Já entre as obras em fase de projeto estão intervenções como a adequação do Reservatório Guaraú, a ampliação do Reservatório Bananal e o polder da Ceagesp.
Fonte: capital.sp.gov.br
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