Uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), transforma o seu litro de óleo usado em produtos de limpeza biodegradáveis e hipoalergênicos. Como parte das ações sustentáveis do Poder Público, em prol do Dia da Natureza, comemorado no dia 4, a campanha “Doe o Seu Óleo Usado” integra 48 espaços públicos, entre unidades do Rede Cozinha Escola e Armazém Solidário, e todos os mercados e sacolões municipais, com o objetivo de unir incentivo, sustentabilidade e consumo consciente.
Nas gôndolas dos supermercados, os clientes notaram aumentos expressivos de cerca de 20% a 30% nos valores dos produtos de limpeza, como o detergente, com justificativas que variam entre a alta no custo do plástico, originado pelo preço inflacionado do petróleo, e a subida de preço dos insumos utilizados na fabricação de produtos de limpeza, como o ácido sulfônico (LAS). Mas sabia que dá para contornar a compra destes produtos com o seu óleo usado parado há dias? Pois é, a moeda de troca aqui não é o dinheiro, e sim o resto do óleo que você geralmente joga fora.
Com 1 litro de óleo usado, armazenado em uma garrafa, qualquer pessoa pode reivindicar uma barra de sabão multiuso para louças, roupas, limpeza pesada ou leve da VivaTerra, com destaque pelo seu aroma suave e por seu rendimento. E o mais chocante: feito 100% com o seu óleo de cozinha reciclado. Cada garrafa doada é usada em soluções de limpeza eficientes, acessíveis e sustentáveis, um exemplo claro de economia circular, em que o seu resíduo vira recurso e o cuidado com o meio ambiente se une à praticidade do dia a dia.
Somente este ano, foram 9,2 toneladas arrecadadas, que geraram 9.244 barras de sabão e preservaram mais de 196 milhões de litros de água e 23.571 kg de CO² de serem emitidos na atmosfera, segundo análises internas. O valor é 8% maior do que o arrecadado de janeiro a setembro de 2025 (8,5 toneladas). Vale lembrar que o primeiro quadrimestre de 2026 também mostrou dados positivos em comparação ao ano passado, com aumento de 32% da quantidade de óleo salvo e ressignificado.
A troca não é só justa em termos econômicos, mas também é favorável em vias ambientais: dados obtidos pelo IBGE/Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais) levam em conta que, no Brasil, são descartados 1 bilhão de litros incorretamente por ano, revelando uma grande crise ambiental com consequências sem precedentes. A mesma organização, ainda, estipulou que uma família brasileira consome, em média, 4 litros de óleo por mês, ressaltando não só a importância do óleo no dia a dia, como também gera preocupação em como todo esse montante é descartado.
O exercício da coleta se torna também viável economicamente, a longo prazo, dentro da sua casa. Em casos de despejo do óleo de cozinha na pia ou no vaso sanitário, a probabilidade de entupimento é consideravelmente maior, pois o óleo gruda nas paredes do cano e endurece, bloqueando a passagem da água e causando mau cheiro, sendo necessário o aplique de limpeza altamente corrosivo, que igualmente danifica o ambiente e a condição da tubulação, gerando mais custos de manutenção que poderiam ser evitados.
Os pontos de coleta de óleo de cozinha usado ainda promovem a economia circular da região, desenvolvendo organizações e estabelecimentos parceiros, gerando empregos e criando produtos sustentáveis de qualidade para as prateleiras dos cidadãos.
Onde descartar o óleo: para doar, os interessados devem armazenar o óleo usado em garrafas e entregar nos pontos de coleta presentes nos equipamentos da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA).
A lista completa de pontos, separada por regiões administrativas, pode ser conferida aqui https://l1nk.dev/f8cusi5.
Não é só óleo que pode ganhar um novo propósito no seu dia a dia, mas também aquela papelaria, plásticos, vidros e embalagens que ocupam espaço no seu lixo, ou o eletrodoméstico pifado que há tempos está parado na sua residência, esperando alguma alternativa para descartá-lo.
Mercados e Sacolões Municipais, Feiras Livres e Centrais de Abastecimento Leste e Pari; além do Programa Cidade Solidária com a destinação de cestas básicas.
Fonte: capital.sp.gov.br
JORNAL E REVISTA NOSSO BAIRRO Informação precisa para você !