Encontro reúne poder público, igrejas e entidades locais para alinhar segurança, regularização de jazigos e ações conjuntas de valorização urbana

Reunião realizada no Cemitério da Lapa reuniu autoridades públicas, lideranças comunitárias e representantes institucionais da região para discutir problemas locais e definir ações conjuntas de desenvolvimento. Ocorrida no dia 29 de janeiro, a reunião teve como temas principais o reforço da segurança, o chamamento de famílias responsáveis por jazigos antigos e um balanço das principais melhorias executadas pela concessionária responsável pela gestão do espaço desde 2023.
Durante o encontro, o Grupo Maya — concessionária que administra o cemitério — apresentou os resultados do ciclo de modernização, reestruturação e qualificação dos serviços funerários iniciado em março de 2023. Segundo a empresa, já foram investidos cerca de R$ 25 milhões em obras, reformas, segurança, governança e melhoria do atendimento às famílias. Há ainda previsão de mais R$ 10 milhões para pavimentação asfáltica das vias internas.
O bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e vigário episcopal para a Região Lapa, Dom Edilson Silva, ressaltou a importância do diálogo da concessionária com as famílias concessionárias de jazigos e com as igrejas locais. Já o subprefeito da Lapa, Coronel Telhada, destacou que a melhoria na qualidade dos serviços funerários gera impacto positivo direto para a população do entorno, especialmente por se tratar de um equipamento público aberto à visitação.
A presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado da Lapa, Daniele Malvassoura Agostine, afirmou que a boa gestão de equipamentos tradicionais também contribui para a valorização do bairro e do comércio local. “Assim como o mercado fortalece a identidade e a economia da região, o cemitério também pode ser um pólo de memória e valorização urbana”, pontuou.
O presidente do Grupo Maya, Ricardo Gontijo, afirmou que a proposta da concessionária é preservar a história das famílias e ampliar o reconhecimento do espaço como patrimônio de memória. Segundo ele, a gestão busca estimular a visitação também pelo valor histórico e cultural das personalidades e histórias sepultadas no local.
Entre os dados apresentados, um dos pontos de maior destaque foi a redução aproximada de 92% nas ocorrências de furtos, de acordo com registros administrativos do período, após a implantação de vigilância eletrônica, reforço de iluminação e novos protocolos de segurança.
A concessionária também detalhou a reorganização administrativa dos túmulos e jazigos, com revisão de cadastros históricos, mapeamento técnico das quadras e padronização de identificação. A empresa reforçou a necessidade de que famílias responsáveis por jazigos antigos compareçam para atualização cadastral e garantia de direitos, evitando situações de abandono que podem comprometer estruturas vizinhas.
Participaram também do encontro representantes das forças de segurança, da Subprefeitura da Lapa, de paróquias da região, de associações comerciais e de moradores, de veículos de comunicação local e de entidades comunitárias, reforçando o caráter integrado da iniciativa, entre eles: Ten Cel PM Helder de Paula – Comandante do 4º BPM/M, Péricles Garcia Valvassori – Jornal & Revista Nosso Bairro, Luciano de Oliveira – Coordenador de Governo Local da Subprefeitura da Lapa, Padre Flavio – Paróquia Nossa Senhora de Vila Hamburguesa, Claudio Bernardo – Diácono da Paróquia Rainha Da Paz – Vila Madalena, Roberto Bortoni – Presidente do Conseg Vila Leopoldina, Jair Ricci – Gerente de Relações Públicas do Hospital Albert Sabin, Vinícius Stefani – Superintendente da Distrital Oeste da ACSP, Antonio Carlos Rago – Liderança Comunitária da Região da Lapa, Luciana Gaspar – Conselheira da Associação de Moradores e Empreendedores LAROMA, Carla Banietti – Coordenadora do Programa Vizinhança Solidária e Diretora do Conseg Vila Leopoldina, João Francisco Aprá, Lígia Conrado: Vice-Presidente da ACOMEL e Paulo Izzo – Permissionário do Mercado da Lapa.
Ao final, as lideranças avaliaram que a reunião fortalece a articulação institucional e cria base para ações coordenadas voltadas à segurança, à preservação da memória e ao desenvolvimento da região da Lapa.
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