Prefeitura lança Programa “Rotina Ativa” para incentivar atividade física na rede municipal de saúde

A Prefeitura lançou na sexta-feira, 17 de março, o Programa Rotina Ativa SP, durante evento realizado na Unip Vergueiro. O encontro reuniu trabalhadores da saúde da rede municipal, especialmente gestores dos serviços e profissionais de educação física que atuam nos equipamentos da capital.
Essa ação faz parte de uma estratégia mais ampla da gestão municipal para combater o sedentarismo e ampliar o acesso ao esporte. No dia 15, a Prefeitura inaugurou na Zona Norte a primeira academia gratuita ao ar livre. Leia mais aqui.
De acordo com o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, a iniciativa integra o Plano de Metas do Município, que prevê a criação de uma área técnica dedicada ao bem-estar por meio da atividade física.
“Queremos potencializar as excelentes iniciativas que já ocorriam de forma pontual em nossas UBSs, transformando-as em uma política de saúde integrada e robusta”, pontuou Zamarco.
O objetivo é estruturar e ampliar a oferta de atividades físicas nos territórios, organizando grupos conduzidos por profissionais de educação física da rede municipal, em especial nas UBSs e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), de acordo com as necessidades de cada região da cidade. As atividades, que já acontecem na maior parte dos equipamentos, são abertas a todos os munícipes e buscam incentivar a adoção de hábitos mais saudáveis no cotidiano da população.
Entre os resultados esperados a partir da atuação do Rotina Ativa estão a prevenção das doenças crônicas relacionadas ao sedentarismo, a organização da oferta de atividades na rede de saúde e a ampliação do acesso territorializado. O programa também busca fortalecer o trabalho multiprofissional, estimular o uso de espaços públicos e comunitários e contribuir para a redução de desigualdades em saúde.
Sedentarismo é fator de risco para doenças: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 31% dos adultos e 81% dos adolescentes no mundo não atingem os níveis recomendados de atividade física, o que representa um importante desafio para os sistemas de saúde.
No Brasil, dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostram aumento do excesso de peso e da obesidade na população adulta, especialmente em grandes centros urbanos. No município de São Paulo, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 70% dos óbitos, muitos deles ocorrendo de forma prematura, entre 30 e 69 anos.
“A prática regular de atividade física é um dos principais fatores de proteção à saúde ao longo da vida. Estamos transformando São Paulo em uma cidade ativa. Expandimos as Academias da Saúde de 18 para mais de 60 polos e agora, com o programa Rotina Ativa, vamos dar visibilidade e organização a esse sistema. O foco é qualificar o cuidado e ampliar o acesso por meio de grupos nas UBSs, garantindo que a prevenção seja o pilar central do atendimento na rede municipal”, afirma a secretária-executiva da Secretaria Executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde (Seabevs), Sandra Sabino.
“A inclusão da promoção da atividade física no plano de metas de São Paulo é um marco para a capital. Enfrentar o sedentarismo e o avanço das doenças crônicas não transmissíveis não é mais uma escolha, mas uma prioridade indispensável para saúde pública da nossa cidade”, ressalta a diretora do Programa Rotina Ativa, Thays Souza Teixeira.

Fonte: capital.sp.gov.br

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