3 de junho, Dia da Conscientização contra a Obesidade Mórbida Infantil. Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma doença crônica, progressiva, recidivante (que acontece de forma recorrente) e também uma epidemia global, a obesidade é um importante fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças, como as articulares, diabetes, doenças cardíacas e cânceres. Por isso, é fundamental promover hábitos saudáveis desde a gestação, estendendo os cuidados à alimentação saudável em todas as fases da infância, para prevenir a obesidade e seus agravos à saúde. Cuidar da alimentação desde os primeiros anos de vida não é apenas prevenir doenças, mas investir no desenvolvimento saudável e na qualidade de vida das futuras gerações.
Diagnóstico: a avaliação da obesidade infantil deve ser individualizada, levando em consideração a idade, o sexo, a etnia e o histórico de saúde da criança. Entre os parâmetros para o diagnóstico está o Índice de Massa Corpórea (IMC), avaliado a partir de curvas de crescimento específicas para cada idade e sexo. Outros critérios utilizados para complementar a avaliação do estado nutricional são os dados clínicos e bioquímicos, análise do consumo alimentar e outras medidas antropométricas como a circunferência abdominal e a razão cintura-altura, usadas para avaliar a distribuição da gordura corporal.
Para enfrentar a epidemia de obesidade na infância, o Ministério da Saúde (MS) implementou a Estratégia de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil (Proteja), iniciativa intersetorial em cinco eixos: vigilância alimentar e nutricional na atenção primário à saúde, promoção da saúde nas escolas, educação e informação voltada à população em geral, educação permanente para os profissionais envolvidos nos cuidados com as crianças e articulações intersetoriais para promover hábitos saudáveis nas cidades, incluindo alimentação e a prática de atividades físicas.
Cuidado começa no pré-natal: a obesidade em crianças é resultado de uma série de fatores, que estão diretamente relacionados a hábitos alimentares inadequados, a fatores comportamentais, familiares, psicossociais e de estilo de vida, assim como, a condições ambientais e socioeconômicas. Lembrando que o enfrentamento da obesidade infantil exige um olhar atento, contínuo e integrado entre família, escola, serviços de saúde e toda a comunidade. É o investimento em ações educativas, acompanhamento nutricional e promoção de ambientes saudáveis, são importantes para fortalecer a construção de hábitos que podem transformar a realidade de muitas crianças.
Fonte: capital.sp.gov.br
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