Acordos de indenização chegam a 60% entre comerciantes e mais de 50% dos moradores da Favela do Moinho

Quarenta e quatro comerciantes da Favela do Moinho já assinaram termo para receber indenização. Os atendimentos, realizados por equipes da Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado (CDHU), ocorreram na última semana de julho. Há 66 comércios cadastrados na comunidade, ou seja, 66% já assinaram o acordo. Entre quem não assinou, houve faltantes por questões de saúde, além de pessoas que precisam atualizar documentos ou que preferiram estudar em detalhes os valores apresentados antes de fechar o acordo.
Entre os comércios, há bares e lanchonetes (que representam mais da metade), salões de beleza/barbearias, mercearias/mercados, lojas de roupas e bijuterias, assistências técnicas, ferro velho, tatuador e comércio de bolos. Trata-se de mais uma parceria entre Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, que já dividem integralmente o pagamento de R$ 1,2 mil de auxílio moradia enquanto as famílias não recebem a chave do imóvel definitivo.
“Essa indenização aos comerciantes é mais uma prova de como podemos chegar ao melhor atendimento possível para o cidadão se somarmos esforços. Numa das comunidades mais carentes da cidade, o Poder Público chega na ponta para oferecer dignidade a quem mais precisa em uma parceria do Governo do Estado, que fez todo o trabalho social no território por meio da CDHU, cadastrando os beneficiários, com o município, que tinha na legislação os mecanismos para socorrer comerciantes por meio de indenização. Quando remamos na mesma direção, fica mais fácil vencer os desafios”, destaca o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco.
O atendimento ocorreu no escritório montado pela CDHU na Al. Barão de Limeira, a 500 metros da favela, para facilitar o acesso dos moradores a serviços para atendimentos referentes ao reassentamento habitacional, oferta de cursos de capacitação, atualização de cadastros e documentos e plantões de dúvidas. Fonte: cdhu.sp.gov.br
Na última semana, completaram-se três meses de atuação do Governo de São Paulo na favela. Já foram feitas as mudanças voluntárias de 453 famílias, o que representa mais de 50% da comunidade. Todas as famílias da comunidade com renda de até R$ 4,7 mil terão direito a moradia gratuita no valor de até R$ 250 mil com subsídios federais e do Estado, conforme acordo anunciado em maio pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo e pelo Ministério das Cidades. Atualmente, aguarda-se a definição do Governo Federal de como será a operação para o atendimento às famílias e os imóveis que serão ofertados, além daqueles já viabilizados pelo Estado. Até o momento, 288 unidades habitacionais das quais famílias foram retiradas dentro da favela já foram descaracterizadas, enquanto 103 foram emparedadas e 14 demolidas.

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