Parques da zona Oeste recebem apresentações gratuitas de “Água Doce”

Após dar o pontapé inicial em fevereiro, a premiada peça Água Doce, da Cia da Tribo, segue agora para uma nova série de apresentações gratuitas para toda a família na zona Oeste da Região Metropolitana de São Paulo ao longo do mês de maio, com uma reflexão poética sobre os rios soterrados pela urbanização. As sessões nos parques são abertas ao público em geral e nos CEUs são dirigidas aos alunos da instituição. Criada em 2018, a obra tem trajetória de sucesso: Melhor Espetáculo de Rua pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e SP de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem na categoria Sustentabilidade. A companhia circulou por todo o Brasil, realizando aproximadamente 180 apresentações ao longo desses oito anos. ÁGUA DOCE conta a história do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. O espetáculo trata da relação do homem com a água doce, a partir de quatro personagens: Iara, Abaré, Cacira e Xirú ,que se aventuram para proteger os rios.
A dupla de diretores grupo dos diretores Milene Perez (atriz, artista educadora, autora, figurinista e produtora teatral) e Wanderley Piras (ator, autor, artista educador e bonequeiro) recorre a figuras da Cultura Popular brasileira para conscientizar o público sobre a imensidão de rios que circulam abaixo dos nossos pés. “Com este trabalho nós lançamos um olhar para os nossos rios, que apesar de escondidos, continuam lá e são referências históricas e culturais na identidade da cidade”, afirmam Milene e Wanderley. Segundo Milene, o processo de criação da peça ganhou força a partir de uma experiência em sala de aula. Ao realizar uma aula de artes com crianças em um parque, escutaram um aluno dizendo estar ouvindo o som de água corrente. A professora levantou uma tampa de bueiro e descobriram, junto com à turma, que abaixo deles corria um rio. “Todos nós ficamos olhando para ele e a experiência foi muito impactante, além de ter mudado a relação que aquelas crianças tinham estabelecido com os rios até então, que muitas vezes são tidos apenas como sujos ou causadores de enchentes”, conta a diretora. A partir desse fato, a Cia da Tribo buscou nas lendas e costumes dos povos ribeirinhos os elementos para a criação do trabalho. Os bonecos, que representam figuras da cultura popular brasileira como Iara, a Mãe do Rio, Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu e Cobra Grande foram confeccionados pelo artista plástico Adriano Castelo Branco a partir de materiais reutilizáveis. “Os bonecos chamam tanta atenção que até deixamos eles à mostra do público depois das apresentações, criando uma espécie de exposição ao ar livre”, diz Milene.
Sinopse: a peça trata da relação do homem com a água doce, dando destaque aos rios brasileiros por meio do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. Com texto, cenografia, figurinos, trilha sonora e criação de bonecos originais, o espetáculo traz à tona rios, córregos e nascentes que foram esquecidos pela urbanização nas grandes cidades. A Cia da Tribo, com sua linguagem cênica voltada para a cultura popular em diálogo com a contemporaneidade, apresenta lendas e personagens brasileiros como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu; Cobra Grande, entre outros.
Sobre a Cia da Tribo: fundada pelos artistas Milene Perez e Wanderley Piras, iniciou em 1996 o seu trabalho de pesquisa em teatro baseado num profundo mergulho na cultura popular. A sua linguagem cênica foi desenvolvida por meio do estudo de tradições populares, personalidades e corporeidades brasileiras. Histórias, músicas, danças e bonecos criados pelo povo em diversas regiões do país são investigados, apreendidos, recriados e trazidos à cena, construindo assim, uma teatralidade brasileira. A Cia da Tribo é um grupo urbano, nascido numa megalópole é influenciado pela cultura popular, a contemporaneidade e o diálogo entre elas. Para ela, o regional e o urbano, bem como o passado e o presente, se encontram, atualizam memórias e transformam as possibilidades de se fazer artístico sempre numa relação de respeito e de profundo reconhecimento com as culturas dos povos originários
3 de maio, às 16h: Parque Raposo Tavares – aberta ao público.
R. Telmo Coelho Filho, 200 – Jardim Olympia
31 de maio, às 16h: Parque Colina de São Francisco – aberta ao público.
Av. Dr. Cândido Motta Filho, 751 – Cidade São Francisco
28 de junho, às 16h: Parque Senhor do Vale – aberta ao público.
R. Blas Parera, 487 – Jaraguá

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