Inaugurado em 1918, em meio à tragédia da Gripe Espanhola, o Cemitério da Lapa atravessa a mais profunda transformação de seus 107 anos de história. Localizado no Parque da Lapa, o equipamento ocupa uma área de 104.200,63 m², delimitada pela Rua Bergson, Avenida Queiroz Filho e Rua Paulo Franco, e é um dos mais importantes espaços de memória da zona oeste da capital.
Com aproximadamente 14.370 unidades de sepultamento — entre 10.323 concessões por prazo indeterminado, 1.560 terrenos para inumação temporária e 2.487 ossuários — o cemitério passou, desde março de 2023, a ser administrado pelo Grupo Maya. Desde então, vem recebendo um amplo conjunto de investimentos estruturais, operacionais e administrativos, que já somam cerca de R$ 25 milhões, além de um novo ciclo de obras estimado em R$ 10 milhões.
Desde o início da concessão, o Grupo Maya implementou um programa abrangente de requalificação, com foco na segurança, na ampliação da capacidade de atendimento e na melhoria da experiência das famílias. Entre as principais iniciativas estão:
1) regularização e tamponamento de jazigos abertos;
2) reformas e pintura dos prédios administrativos;
3) obras estruturais e ações emergenciais de segurança;
4) modernização dos sistemas elétrico e hidráulico;
5) revitalização de muros internos e externos;
6) requalificação completa dos sanitários públicos;
7) implantação de sistema de vigilância eletrônica (CFTV) e reforço da iluminação;
8) melhorias nas áreas de circulação e convivência;
9) aquisição de carrinhos elétricos para apoio operacional e acessibilidade;
10) execução de limpezas técnicas periódicas e reforço da zeladoria;
11) programa permanente de regularização de concessões e revisão de cadastros históricos; e
12) valorização do patrimônio histórico, cultural e simbólico do cemitério.
Como resultado direto dessas ações, os cemitérios administrados pelo Grupo Maya registraram uma redução aproximada de 92% nas ocorrências de furtos, segundo os registros formais disponíveis, reflexo do reforço das rondas, da vigilância eletrônica e da reorganização das rotinas operacionais.
A reorganização administrativa dos túmulos também foi um marco importante. A revisão da numeração das quadras, aliada à conferência em campo e à implantação de sistemas internos de controle, trouxe benefícios diretos às famílias, como localização mais rápida das sepulturas, informações mais confiáveis e maior agilidade no atendimento.
Atualmente, o Cemitério da Lapa recebe cerca de 500 pessoas por dia em períodos normais. No Dia de Finados, o fluxo chega a aproximadamente 5.400 visitantes, consolidando o local como um dos mais movimentados da região nessas datas. O cemitério abriga ainda túmulos e memoriais de grande relevância cultural e histórica, como o do cantor Tião Carreiro, das Três Marias, de Maria Antônia Soares, além de memoriais dedicados às vítimas da Gripe Espanhola e da Covid-19, entre outros.
As quatro salas de velório existentes já passaram por melhorias básicas e fazem parte de um plano de ampliação e modernização que prevê novas intervenções até 2027, incluindo climatização, iluminação e padronização de mobiliário, condicionadas às aprovações do Poder Concedente. O cronograma geral de obras segue pactuado com a SP Regula (GAAP), com previsão de conclusão também em 2027.
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