A Prefeitura de São Paulo iniciou no dia 18 de junho, a distribuição gratuita de sensores de monitoramento contínuo de glicose para crianças de 2 a 12 anos com diabetes tipo 1, atendidas pelo Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg) da rede municipal de saúde. A iniciativa beneficiará 1.584 crianças e representa um avanço no cuidado e na qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias, que passarão a contar com acompanhamento contínuo da glicemia sem a necessidade das sucessivas furadinhas diárias nos dedos.
O prefeito Ricardo Nunes destacou que essa nova política pública busca aliviar a rotina de milhares de famílias que convivem diariamente com o controle rigoroso da doença. “Hoje a gente inaugura mais uma política pública superimportante, que são os sensores de glicemia para as crianças com diabetes tipo 1. Esses aparelhos vão substituir algo que é muito complexo para as mamães, que muitos chamam de mães pâncreas”, afirmou Ricardo Nunes.
O prefeito também ressaltou o impacto financeiro da medida. “É muito sério esse tema e muitas famílias não conseguem pagar por isso. Na rede privada, inclusive, muitos planos de saúde sequer cobrem esse tipo de equipamento. A partir de agora é um direito das crianças poderem ter esse sensor e assim melhorar muito a sua qualidade de vida”, disse Ricardo Nunes durante a cerimônia de entrega dos dispositivos, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Malta Cardoso, na Zona Oeste da capital. A medida está prevista na Lei nº 18.306.
O sensor custa cerca de R$ 770 por mês para cada paciente. O fornecimento será contínuo e a reposição dos sensores ficará sob responsabilidade das Unidades Básicas de Saúde que acompanha cada paciente.
Tecnologia para monitoramento contínuo: todos os pacientes de 2 a 12 anos cadastrados no Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg) serão contemplados pela iniciativa.
Os sensores realizam o monitoramento contínuo dos níveis de glicose e permitem acompanhamento mais frequente da condição clínica da criança, ampliando a segurança dos pacientes e de seus responsáveis.
Para crianças de 2 a 9 anos, o sensor será acompanhado de um leitor dedicado, aparelho utilizado para consultar as informações registradas pelo dispositivo.
Já para a faixa de 10 a 12 anos, os dados poderão ser acessados por meio de aplicativo em smartphone, com recursos como visualização em tempo real dos níveis de glicose, alertas e compartilhamento das informações com os responsáveis.
A recomendação técnica é que os sensores sejam substituídos a cada 15 dias. O fornecimento e a reposição serão realizados pelas UBSs responsáveis pelo acompanhamento dos pacientes.
Para garantir a implantação da nova tecnologia, a Secretaria Municipal da Saúde capacitou 511 profissionais das cinco Coordenadorias Regionais de Saúde da cidade.
Fonte: capital.sp.gov.br
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