SVMA lança o SampaAdapta, iniciativa para monitorar o calor urbano

Diante do aumento das temperaturas e da desigualdade térmica entre regiões da cidade, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), lança o SampaAdapta, iniciativa que integra ciência, gestão pública e participação social para fortalecer e aprimorar as políticas públicas que já estão sendo executadas para o enfrentamento aos efeitos do calor extremo, proteger populações vulneráveis e orientar o planejamento urbano com base nas mudanças climáticas.
O projeto nasce em resposta à análise do cenário atual das cidades que apresenta diferença de temperatura de até 8 ºC entre as diferentes regiões da cidade, o que agrava os riscos à saúde pública, especialmente entre idosos. A proposta do SampaAdapta é mapear e propor uma rede de espaços de conforto térmico, fortalecer políticas de saúde e de áreas verdes, além de fomentar estratégias de engajamento popular e troca de boas práticas com cidades do mundo todo.
A iniciativa é fruto de parceria entre a SVMA e a Parceria por Cidades Saudáveis, com apoio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e suporte técnico do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG/USP). A Parceria por Cidades Saudáveis é uma rede de mais de 70 cidades comprometidas com a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e lesões, apoiada pela Bloomberg Philanthropies em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Vital Strategies. O SampaAdapta é desenvolvido no contexto do Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PLANCLIMA SP) e do Plano Municipal de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres (PLANPAVEL).
“Vamos enfrentar um verão de altas temperaturas e isso exige políticas públicas de adaptação baseadas em evidências. O SampaAdapta é uma iniciativa que une ciência, gestão pública e participação da população. A adaptação não é apenas uma política pública, é um ato coletivo de cuidado”, afirma o Secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Kenji de Souza Ashiuchi.
A base do SampaAdapta: coleta e análise de dados que integram calor e saúde
Com sensores instalados em residências, serviços, parques, escolas e unidades de saúde, o SampaAdapta visa coletar e analisar de forma integrada dados sobre calor e saúde. Os dados vão orientar ações de adaptação climática, como a criação de estratégias para melhorar o conforto térmico na cidade e, nesta perspectiva, formular diretrizes para requalificação de parques e praças.
Com dados coletados onde as pessoas vivem e trabalham, é possível enxergar a cidade com mais precisão e planejar soluções justas e eficazes para enfrentar o calor extremo. “Cada sensor instalado nos ajuda a entender como os fluxos de calor se manifestam em diferentes tipologias urbanas e regiões da cidade, e como isso pode ajudar nas ações infraestruturais de melhoria da saúde e do bem-estar. A ciência tem um papel central na adaptação climática, e estamos comprometidos em oferecer dados de alta acurácia para colaborar na elaboração de políticas públicas” explica o professor titular do IAG/USP e coordenador científico da parceria com o SampaAdapta, Humberto Ribeiro da Rocha.
SampaAdapta instala 25 sensores climáticos nas cinco regiões da cidade
A etapa inicial do projeto tem início com a instalação de 25 sensores climáticos distribuídos pelas cinco regiões da cidade. Cinco territórios foram selecionados para compor a primeira fase da rede: Perus (Norte), M’Boi Mirim (Sul), Jardim Helena (Leste), Raposo Tavares (Oeste) e Brás (Centro). Em cada local, sensores internos e externos permitem comparar microclimas e analisar como o calor se comporta em diferentes ambientes.
Os locais de instalação foram definidos com base em critérios científicos e sociais, com o intuito de construir uma visão mais ampliada a partir de pontos estratégicos da cidade. Os sensores foram instalados em locais de equipamentos públicos, edificações residenciais e de serviços contando com a disponibilidade voluntária e anuência dos proprietários e/ou responsáveis por cada espaço que acolhe os instrumentos de medição.
Para definir os locais de instalação foram considerados: histórico de temperatura da superfície entre 2017 e 2023, tipos de morfologia urbana, vulnerabilidade socioambiental, densidade populacional, presença de áreas verdes e equipamentos públicos, características construtivas dos bairros e disponibilidade e interesse de moradores e instituições.
Até o final de 2026, a rede será ampliada e novos relatórios, mapas térmicos e diretrizes urbanas serão publicados, fortalecendo o compromisso da cidade com a Agenda 2030, principalmente contribuindo para o alcance das metas estabelecidas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 3-Saúde e Bem-Estar, 11-Cidade e Comunidades Sustentáveis e 17-Parcerias e Meios de Implementação.

Acesso Rápido

1º Espaço Motoboy da capital, com estrutura gratuita para descanso, alimentação e apoio

A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta quarta-feira, 8 de março, na região da Avenida …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *