Câmara Americana do Comércio coloca em debate tensão entre China e EUA

O mundo todo está de olho nas tensões comerciais estabelecidas na relação bilateral entre China e Estados Unidos nos últimos meses em consequência da decisão, de ambos os lados, de tarifar produtos de importação para proteger a indústria nacional. E por se tratar de duas potências econômicas, este embate acaba respingando em todo o mundo. Para discutir este tema, a Câmara Americana do Comércio (Amcham) realizou, no último dia 25, o fórum ”As Novas Dimensões do Comércio Global: Fim do Sistema multilateral?”.
O evento teve duas palestras iniciais. O embaixador José Alfredo Graça Lima, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), discorreu sobre o panorama do comércio global desde a década de 1940, no período pós-guerra fria, até os dias atuais, citando o aperfeiçoamento que se deu na relação entre as  nações durante este período até presenciarmos esse ciclo de retaliações entre China e EUA. Porém, ele acredita que os efeitos negativos das medidas protecionistas serão modestos, com baixo impacto para o Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Mas fez um alerta. “A escalada dessas ações pode resultar em custos maiores, desaquecimento da economia global e inflação.”
Já Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Columbia University deixou uma reflexão para a plateia, sobre a possibilidade de essas políticas implementadas pelos países serem duradouras ou de caráter de exceção. “Há um movimento no mundo de incentivo à indústria local, o que sugere que essas medidas protecionistas estarão mais presentes na economia global. Por outro lado, a interdependência econômica entre os países ainda é enorme e esta relação multilateral anda rege os princípios econômicos, mesmo que venha sofrer alguns ajustes”, explica.

Painéis
Os efeitos dessa guerra comercial entre EUA e China sobre a América Latina e os desafios para o desenvolvimento da região foram discutidos em um painel moderado por Denilde Oliveira Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM-SP, com a participação de Roberto Teixeira da Costa, conselheiro emérito do CEBRI, Ingo Plöger, presidente do IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional e presidente do Conselho Empresarial da América Latina no Brasil (CEAL), e Carlos Oliveira Santa Cruz, presidente da Bemis para a América Latina.
A visão do crescimento chinês e sua influência mundial foi compartilhada por empresas que atuam nesse mercado, em painel liderado por Márcio Alfonso, CEO da Caoa Chery, e Cassio von Gal, diretor gerente do BOCOM BBM, com a moderação de Heni Ozi Cukier, fundador da Insight Geopolítico e autor do blog “Risco Político Global”, no portal Exame. Por fim, Marcela Carvalho, secretária-executiva da Câmara Americana de Comércio Exterior (Camex) encerrou o evento abordando o tema “Como Inserir o Brasil nas Cadeias Globais de Valor.”
O fórum foi realizado na sede da Amcham (www.amcham.com.br), localizada na Rua da Paz, 1.431, Chácara Santo Antônio.

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