Maior programa de saúde visual das escolas municipais amplia atendimento para jovens e adultos

A Prefeitura de São Paulo iniciou nesta no dia 7 de agosto, a ampliação do Programa Avança Saúde Escolar – Oftalmologia para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), dos Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) e do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA). Nesta etapa, a estimativa é de que mais de 37 mil estudantes sejam beneficiados com avaliação oftalmológica, consultas especializadas, entrega gratuita de óculos e encaminhamento para tratamento quando necessário.
O prefeito Ricardo Nunes destacou a importância desta etapa do maior projeto gratuito de saúde visual já realizado nas escolas da Rede Municipal de Ensino da capital. “A gente inicia aqui a segunda etapa para os nossos alunos, são 37 mil da alfabetização de adultos. São pessoas com uma idade mais avançada e que vão passar por todos os processos aqui, com relação à sua saúde oftalmológica.”
O prefeito explicou como funciona a ação: “Tem toda a triagem, todas as verificações e, se precisarem dos óculos, podem escolher o modelo. Se precisar de encaminhamento para alguma cirurgia, algum exame mais detalhado também, a partir daqui ele já sai com esse encaminhamento.”
Realizado em parceria entre as secretarias municipais da Saúde e da Educação com o Instituto Suel Abujamra, o programa busca identificar precocemente alterações visuais que possam comprometer a aprendizagem, evitar o agravamento de doenças oculares, reduzir a evasão escolar e ampliar o acesso ao cuidado especializado. A iniciativa também contribui para a inclusão, a autonomia e a qualidade de vida dos estudantes.
Desde sua criação, em novembro de 2023, o Avança Saúde Escolar já contabilizou mais de 300 mil atendimentos gerais, cerca de 82 mil consultas oftalmológicas e a entrega gratuita de mais de 70 mil óculos para estudantes da rede municipal.
Na primeira fase, o programa atendeu estudantes de 6 a 17 anos matriculados no Ensino Fundamental e Médio, oferecendo gratuitamente triagem, consultas oftalmológicas, exames especializados, entrega de óculos e acompanhamento médico, incluindo procedimentos cirúrgicos quando indicados.
Os resultados superaram as expectativas: a estimativa inicial era de que cerca de 20% dos estudantes precisassem de correção visual ou atendimento especializado, mas mais de 30% dos alunos avaliados apresentaram necessidade de tratamento, evidenciando uma demanda superior à prevista e reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Estrutura montada nas escolas: a nova etapa será realizada em todas as unidades que oferecem EJA, CIEJA e MOVA, com início pelas Diretorias Regionais de Educação de São Mateus, na Zona Leste, e Santo Amaro, na Zona Sul.
Um dos diferenciais do programa é levar toda a estrutura de atendimento para dentro das escolas, evitando o deslocamento dos estudantes e de suas famílias até serviços especializados.
O trabalho das equipes do programa começa com uma visita técnica para organização dos espaços, seguida pela triagem oftalmológica, consultas especializadas e, quando necessário, pela escolha da armação dos óculos, entregues gratuitamente na própria unidade de ensino. No caso do atendimento dos alunos menores de idade, as equipes só atendem após a assinatura dos termos de consentimento pelos pais ou responsáveis.
Além da identificação de erros refracionais, como miopia, astigmatismo e hipermetropia, o programa também permite diagnosticar outras doenças oculares que exigem acompanhamento especializado. Os estudantes que necessitam de exames complementares, tratamentos ou cirurgias são encaminhados para a rede municipal de saúde, garantindo a continuidade da assistência.

Fonte: capital.sp.gov.br

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