Psicólogos da rede municipal dão dicas sobre como preservar a saúde mental

O cenário atual impactado pela pandemia de Covid-19 exigiu que mudanças acontecessem. Não seria diferente com os acompanhamentos psicológicos que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece. As atividades coletivas como grupos e oficinas terapêuticas foram suspensas. Isso causou um impacto importante na rotina do serviço e na vida dos usuários, já que muitos dos pacientes frequentavam os grupos semanalmente e até mesmo diariamente.
Essa nova condição levou a Prefeitura de São Paulo a ampliar os atendimentos realizados por telefone, porque os encontros físicos oferecem um risco elevado de contaminação pelo coronavírus. As visitas domiciliares continuam normalmente, porém, com todos os cuidados necessários de higiene e medidas de prevenção, como uso de máscara, lavagem das mãos e distanciamento seguro.
Assim como a prevenção do coronavírus é importante, a saúde mental também deve ser preservada. Jonas Almeida, psicólogo e integrante do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) acredita que por conta da pandemia, as mídias começaram a falar mais a respeito da saúde mental.
“Com certeza fala-se mais a respeito disso. Os meios de comunicação estão propondo um maior espaço para especialistas falarem e informarem sobre o assunto. A população de modo geral também passou a valorizar mais esse tema, sobretudo pela necessidade de cuidado e manutenção da saúde mental”, afirma o psicólogo.
A Rede de Atenção Psicossocial em São Paulo oferece atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (casos mais leves ou estáveis), nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS (que atendem os transtornos mentais severos, persistentes e em crise) e nos Centros de Convivência e Cooperativa – CECCOS (que trabalham com a reabilitação psicossocial, a convivência pela via da sociabilidade e também as estratégias de geração de renda e são abertos para qualquer cidadão).
Quem deseja procurar um apoio na rede do Sistema Único de Saúde da capital pode procurar a Unidade Básica de Saúde ou o Centro de Atenção Psicossocial e ainda o Centro de Convivência e Cooperativa mais próximo de sua residência por meio do site Busca Saúde.
Isolamento – Isolar-se fisicamente de pessoas queridas e mudar completamente a rotina provoca reações singulares e cada indivíduo lidou de uma forma. Houve respostas positivas e negativas, mas todos com um propósito maior, que é ajudar uns aos outros.
Camila Serrão, que trabalha em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) adulto desde 2014, contou sobre o lado dos profissionais. “A pandemia nos aproximou muito do usuário no que diz respeito ao sofrimento, diante do medo de adoecer e morrer, do luto pela perda de um familiar ou pessoas próximas, da ansiedade frente à necessidade de se adaptar aos novos protocolos de biossegurança etc. Estamos todos passando por uma adaptação e a dor do outro também pode ser a minha dor”, diz a psicóloga.
Ela ainda faz um adendo sobre como matar a saudade nesta fase em que o isolamento ainda é necessário. “O conselho é para que as pessoas mantenham o distanciamento social, mas que não fiquem isoladas de sua rede socioafetiva. Temos muitos meios de comunicação e é importante fazer uso desses recursos para nos mantermos conectados, apesar da distância”, aconselha Camila.
A melhor saída ao menor sinal de dificuldade emocional é procurar um profissional qualificado. “Pessoas que vivem situações de extremo sofrimento mental, ou que apresentam alguma fragilidade emocional diante de tudo que estamos vivendo, poderão ter mais dificuldades de enfrentar tudo isso”, ressalta Alexander Navarro, psicólogo que trabalha há 10 anos no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas de São Mateus.
Fonte: capital.sp.gov.br

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