Pesquisa realizada pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) com uma amostra aleatória de 18 mil pacientes com diagnóstico de Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM2) mostrou que 60% deles eram do sexo feminino e os outros 40% do sexo masculino entre os anos de 2024 e 2025. O Dia Nacional do Diabetes é comemorado no dia 26 de junho com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença.
Na população brasileira, de acordo com dados do Sistema de Vigilância de Doenças Crônicas Não Transmissíveis do Ministério da Saúde de 2023, a prevalência de DM2 em adultos maiores que 18 anos era de 10,2%, sendo 11,1% entre mulheres e 9,1% entre homens. Já no grupo de pessoas com mais de 65 anos, a prevalência de DM2 era de 30,3%, sendo também mais frequente entre o sexo feminino (31%) em comparação ao sexo masculino (29,3%). No estudo foram entrevistados 8.132 homens e 13.558 mulheres.
Algumas hipóteses explicam o fato de a diabete do tipo 2 ser mais prevalente em mulheres do que em homens na população brasileira, e mais especificamente dentro da amostra do HSPE.
Dentre elas está a maior expectativa de vida das mulheres em relação aos homens, o que torna o percentual de mulheres muito maior entre os idosos, além da baixa atividade física entre as mulheres. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mulheres são menos ativas (32%) do que os homens (23%).
Além da falta de produção da insulina, o excesso ou a falta de outros hormônios podem aumentar a resistência à ação da insulina por mecanismos diversos. Tanto em homens quanto em mulheres isso pode ocorrer indiretamente por alteração da composição corporal ou por ações celulares. Entre eles, os estrogênios, os androgênios, o hormônio do crescimento, o hormônio da tireóide, o glucagon, as catecolaminas (substâncias produzidas pelo corpo que ajudam a controlar o estresse, e a pressão arterial) e os glicocorticóides (hormônios que ajudam o corpo a controlar inflamações, estresse e níveis de açúcar no sangue).
Envelhecimento e diabetes: ao envelhecer, toda população tem maior risco de desenvolver diabetes mellitus, principalmente pelo aumento percentual do tecido adiposo, o que aumenta a resistência insulínica. Nas mulheres, pela rápida mudança hormonal provocada pela diminuição estrogênica, na menopausa, esse processo pode se desenvolver mais rapidamente
As estratégias específicas que devem ser utilizadas para a prevenção e tratamento do DM2 passam por uma alimentação adequada e atividade física regular para a manutenção de um peso adequado, em ambos os sexos. A medicação para o controle da doença deve ser feita sob prescrição e orientação médica.
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) indica que existem aproximadamente 20 milhões de pessoas com diabetes no Brasil.
Fonte: saopaulo.sp.gov.br
JORNAL E REVISTA NOSSO BAIRRO Informação precisa para você !